As novas tecnologias impactam significativamente toda a sociedade. Com o mundo do trabalho, não é diferente, pois os trabalhadores precisam se adaptar aos avanços tecnológicos e às novas formas de trabalho.

Uma das modificações mais importantes é o aumento significativo do home office, ou trabalho a partir de casa, adotado por muitas empresas. A discussão acerca do trabalho em casa – home office – não se limita a um simples cálculo de custo-benefício, mas a uma abordagem mais abrangente, buscando as implicações para os trabalhadores, como suas vidas cotidianas serão afetadas e como as relações de trabalho irão se configurar.

Algumas questões relacionadas ao trabalho remoto se destacam, tais como:

  • Os limites de tempo dedicado ao trabalho;
  • A rotina para realização do trabalho;
  • O local específico para realização do trabalho;
  • Quem fornece as ferramentas necessárias para a realização do trabalho;
  • A forma de encaminhamento, pelo empregador, das tarefas a serem realizadas;
  • A forma de controle sobre o trabalho prestado;
  • O grau de disponibilidade para contato com o empregador ou superior hierárquico;
  • Dificuldades no desenvolvimento profissional;
  • Doenças profissionais;
  • Isolamento;
  • Perda de identidade;
  • Estresse, fadiga, ansiedade;
  • Exposição a riscos para a saúde mental.

É preciso destacar a mediação entre inovação – uso da tecnologia – e a humanização, resultando em uma abordagem que valoriza a pessoa e dá prioridade ao ser humano, não o tratando como um número ou um código.

Mas o que se tem visto é um desenvolvimento tecnológico cada vez mais distanciado de uma abordagem humanista. A nova forma de trabalho – home office – não pode ser uma maneira de criar subterfúgios para burlar as relações de trabalho e fraudar o contrato laboral.

Os direitos que o trabalhador tem ao trabalhar em casa devem ser os mesmos que ele teria se trabalhasse de forma presencial nas dependências da empresa.

CCM Advogados – Pela justiça no trabalho